“Fizemos todo este percurso a par”

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António Pinheiro, director de marketing da Makro em Portugal, destaca o apoio mútuo que caracteriza o patrocínio às Equipas nos últimos 18 anos.

Patrocinador desde 1992: Makro

O aparecimento das Equipas Olímpicas em Portugal coincide com o início do patrocínio da Makro. Recuando a 1992, como surge a iniciativa de serem patrocinadores?

Lembro-me perfeitamente que quando começaram as Equipas Olímpicas, o nível de preparação e de exposição que tinham era diminuto. Nessa altura, a Makro estava também nos primeiros anos de funcionamento no mercado português, pois abrimos a primeira loja em 1990. E uma das coisas que sempre esteve na nossa estratégia é que ninguém melhor que os clientes conhecem as suas necessidades e a realidade do dia-a-dia dos seus negócios. Sempre privilegiámos a cumplicidade nas relações com os clientes e profissionais de hotelaria e restauração. Quando conhecemos a ACPP e as Equipas, preocupámo-nos em criar essa cumplicidade que nos permitiu, por um lado, apoiar e ajudar a melhorar as equipas. Por outro lado, recebemos em troca uma coisa muito importante: aprendemos com eles a conhecer melhor as suas necessidades e evoluímos como fornecedores.

Conseguem ter uma perspectiva de evolução ao longo destes anos?

Houve um percurso normal de aprendizagem e nota-se uma evolução muito positiva. Nós apoiámo-los e eles também nos apoiaram a desenvolver o nosso negócio. Desde o início achámos fundamental ter essa ligação e fizemos todo este percurso a par. É bom hoje vermos a qualidade do que eles conseguiram construir. E, com a ajuda deles, o que nós conseguimos construir.

Consegue definir que princípios caracterizam a ligação às Equipas?

Hoje quase podemos falar de amizade e existe um apoio mútuo. Continuamos a aprender até porque os mercados, as tendências de consumo, a gastronomia e até os equipamentos vão mudando.

Para além da evolução das equipas, houve em paralelo uma evolução permanente no mundo da cozinha. Concorda?

Claro, e não são só as técnicas. É um sector muito dinâmico porque vive de acordo com a sociedade onde se insere. Historicamente é uma área importante para a nossa economia mas também para a parte social da população. Somos um povo que vive muito no exterior, faz muitas refeições fora de casa. A gastronomia vai mudando e vai estando exposta a outras culturas e hábitos alimentares de outros países. Isso traz alterações. As próprias condições sócio-económicas numa época de crise fazem com que as necessidades sejam diferentes, como aconteceu recentemente. Daí vem também o dinamismo do sector e surge a necessidade de adaptação.

Com a maior presença das Equipas nos últimos anos aumentou a visibilidade da Makro enquanto patrocinador?

Sim, sem dúvida. Hoje já há artigos em revistas e na televisão sobre os membros que integram ou integraram as equipas. É uma visibilidade bastante superior. Mas para nós, há outra coisa mais importante que essa visibilidade publicitária, que durante muito tempo não foi tão grande quanto isso. O retorno do investimento que é feito em apoiar as equipas vem da relação de parceria, que é óptima. E hoje temos Chefes de cozinha muito importantes a nível internacional. Em 2006, o melhor Chefe júnior do mundo foi português… E se conseguimos atingir esse nível foi porque houve algumas empresas que se interessaram e os apoiaram. De outra maneira não teriam conseguido.

Que importância atribui às Equipas Olímpicas em Portugal?

Muita. A nível do exemplo, da imagem e essencialmente do que puderam e do que ainda podem contribuir para a profissionalização do sector. Começa-se a criar outro tipo de objectivos para os jovens que querem abraçar esta profissão e é dada uma visão diferente do que há uns anos atrás. Há necessidade de divulgar e promover uma actividade tão importante para o turismo, como é a gastronomia.

E outra das coisas que fazem as equipas é levar Portugal ao mundo…

Sim, e quando falamos de turismo, falamos da captação do turista estrangeiro. Há uma divulgação dos recursos naturais mas também deve haver da gastronomia, sobretudo a gastronomia típica, a verdadeiramente portuguesa. Ainda que com algumas influências das novas técnicas com alguma fusão, que nos vieram enriquecer.

É o apoio privado dos patrocinadores que tem permitido que isso aconteça, não existindo apoio do Estado. Acha que as Equipas em Portugal são suficientemente apoiadas?

O que posso dizer é que este tipo de eventos e organização só funcionam se tiverem capacidades e meios financeiros para existir. É uma pena para os profissionais, para o sector, mas também para o país, se não tirarmos proveito da existência de profissionais com o nível que temos em Portugal em função do desenvolvimento turístico. Faz sentido apoiar as Equipas Olímpicas e os Chefes jovens. A Makro está a cumprir a sua parte e tem vindo a fazê-lo. A iniciativa privada tem palavras a dizer e nós dissemos a nossa. Colocámo-nos do lado deles desde o início e as coisas correram muitíssimo bem. Atingimos um bom nível graças ao esforço que eles fizeram e ao apoio que nós demos.

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