Archive for October 3rd, 2010

October 3, 2010

Em contagem decrescente

Preparar uma nova equipa para a culinária de alta competição não é tarefa fácil. Pedimos um balanço ao Chef Celestino Grave, capitão-adjunto da Equipa Olímpica Júnior

A treinar duas vezes por semana até Novembro, os elementos da nova Equipa Júnior preparam-se e conhecem-se melhor. Ainda que não estejam anunciados os finalistas da nova equipa, o Chef Celestino Grave garante que está para breve. “Por enquanto, aproveitamos também os eventos que temos com os nossos patrocinadores para trabalhar o grupo e conhecerem-se melhor”.

A selecção da nova equipa foi também sendo feita de forma “natural”, perante as desistências de alguns dos candidatos. Outros foram sendo eliminados nas diferentes provas feitas por Celestino Grave e António Bóia, capitão da Equipa Olímpica Júnior.

Actualmente, Celestino Grave sublinha que os elementos da equipa estão “integrados e correspondem ao que é proposto, conseguindo sempre ultrapassar todas as dificuldades”. “O resultado em quase todos os treinos é bom”, adianta.

A menos de três meses da ExpoGast, no Luxemburgo, “a mesa fria está quase pronta, apenas falta alterar alguns pormenores que podem fazer a diferença na pontuação”. O próximo passo é o menu quente, que tem vindo a ser treinado com o Chef António Bóia. “Já temos em mente aquilo que vamos fazer, basta apenas pôr o menu em prática”.

Quanto ao menu frio, que consiste na exposição de várias categorias de pratos, o trabalho está definido. “A travessa, o menu de cinco pratos, os finger food e as cinco sobremesas”. Para além destas categorias, deve ainda ser apresentada uma peça de pastelaria, para a qual a Equipa Júnior contou com uma ajuda importante do Chef António Melgão. “Foi na pastelaria dele que desenvolvemos a peça de chocolate que vamos colocar na mesa”.

A única dificuldade é quanto à disponibilidade de todos os elementos da equipa. “Temos de abdicar do nosso tempo para o treino. Começamos a treinar quase sempre às 7h da manhã, até às 16h. Depois cada um ainda tem de ir para o local de trabalho, onde fica até à meia-noite. Isso cria um desgaste muito forte nos cozinheiros”, explica Celestino Grave.

Do trabalho dos últimos meses, já há novidades. O Chef Celestino Grave dá a conhecer uma sobremesa que fará parte do menu: Mil folhas de sericaia com creme de chá verde e leite-creme de queijo de cabra.

October 3, 2010

“É um orgulho apadrinhar as Equipas”

Orquídea Silva, directora-geral da Hig International, fala da relação da empresa com as Equipas, sublinhando a necessidade de valorização da ligação de Portugal à vertente gastronómica.

A HiG torna-se patrocinadora das Equipas Olímpicas em 2004. Como surge essa iniciativa?

A iniciativa surge a convite do Chef Jerónimo Ferreira (actual Chef do Sheraton Porto).  Na altura a HiG ainda estava a iniciar a sua actividade em vestuário, por isso foi um investimento significativo. Apostámos com uma perspectiva de retorno a longo prazo.

Passaram-se seis anos, nos quais as Equipas evoluíram não só em conhecimento, mas também na projecção nacional. Como patrocinador que perspectiva tem dessa evolução?

A evolução é algo natural, com a experiência e a prática existem sempre melhorias. Achamos que as nossas equipas irão sempre vencer em todas as perspectivas… ter bons resultados, adquirir conhecimento, ter orgulho de quem são e do que pretendem concretizar. Actualmente temos uma equipa dinâmica com uma imagem profissional e cuidada.

O que significa para a HiG apoiar as Equipas Olímpicas de Culinária?

Significa apoiar o futuro, o profissionalismo e a competitividade saudável, pilares da filosofia da empresa. É, acima de tudo, um orgulho apadrinhar estas equipas.

Numa palavra como definiria a ligação entre a HiG e as Equipas?

Crescimento.

Como avalia o trabalho dos cozinheiros membros das Equipas?

Vemos o seu trabalho com dedicação e paixão pelo que fazem. Querem divulgar ao mundo os nossos sabores, a nossa cultura e criar algo inesquecível. Avaliamos muito positivamente o desempenho constante dos nossos membros das equipas.

Que peso têm na culinária em Portugal? Pensa que poderiam ter mais visibilidade ou reconhecimento?

Consideramos que o tema “Culinária” está em crescimento e muito em voga. A equipa deveria ter visibilidade e reconhecimento mediático e estatal, pois Portugal só tem a ganhar com esta visibilidade. A equipa representa a nossa tradição, as nossas raízes e um dos valores mais preciosos no nosso país, a gastronomia.

De que forma o trabalho das Equipas consegue dar retorno ao apoio da HiG?

A HiG é uma empresa dedicada ao Canal HoReCa e à imagem dos Chefs de Cozinha, sendo que as equipas são, de alguma forma, os nossos manequins e as nossas referências no mercado. A imagem deles é um símbolo de prestígio e, só por isso, a HiG já tem retorno, não só em portfolio mas também no mercado como uma marca credível.

Uma das vossas marcas é a ProChef. Como se faz para que uma farda acompanhe a modernização e evolução da Cozinha e da profissão de cozinheiro?

A Prochef é uma marca 100% portuguesa que acompanha o percurso dos nossos cozinheiros passo a passo. Tendo sempre em conta a sua evolução e desenvolvimento, inova em todas as colecções. A equipa é a nossa imagem desde dos nossos catálogos, até aos eventos. Por outro lado, para conseguir estar presente no mercado como líder neste segmento estamos sempre atentos às novas tendências tanto a nível do design, do corte, dos tecidos e das cores. A Prochef é uma marca radical e muito diferente que acompanha o percurso do profissional de cozinha, conceito bem patente no nosso slogan “life is daring… be different…be prochef!”. A equipa preenche o visual e atitude que pretendemos. Aproveito para salientar que iremos apresentar em breve a nova colecção 2011, que vai surpreender.

Acha que a Cozinha portuguesa está suficientemente representada fora do país? O que poderia ser feito?

A nossa cozinha é realmente única em vários aspectos e, como tal, deveriam existir formas de a melhorar e promover. A partilha de experiências entre chefs nacionais e internacionais em eventos, os workshops e concursos internacionais, são alguns exemplos. Por outro lado, a criação de iniciativas e apoios de promoção com objectivos traçados traduzem-se sempre em crescimento positivo e daí mais procura. É essencial a presença mundial em temas ligados à Cozinha e formação constante dos nossos profissionais. É importante valorizar a ligação do país – que é muito turístico – à sua vertente gastronómica.

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