João Cunha

João Cunha

Quando surge a tua primeira ligação à Cozinha?
Desde criança que estou ligado a este meio, através dos meus pais. Directamente à cozinha, só por volta dos 15 anos.

O que é que mais te atrai na profissão?
O facto de ser uma profissão sempre em renovação, não se torna monótona, é uma aprendizagem constante. Esse é sem dúvida o principal motivo. E é uma profissão onde nunca estamos rodeados pelas mesmas pessoas por muito tempo, estamos sempre a conhecer novas personalidades, novos pensamentos, novas ideias, o que torna esta profissão muito enriquecedora.

O que é que consideras mais difícil?
Não são as inúmeras horas que se passa em pé, nem as incontáveis folgas que não se tem.  Acho que o mais difícil é conciliar o tempo que disponho de forma a não esquecer e a não perder o que é mais importante: a nossa família e amigos.

Como é que te tornaste num dos candidatos à nova equipa júnior?
Quando acabei o curso tive a oportunidade de ir trabalhar para o Chef António Boia, no Praia Caffe, onde me conheci melhor as Equipas Olímpicas. Quando soube que iriam formar uma nova equipa, dei a conhecer ao Chef a minha intenção de pertencer à Equipa Júnior.

Que sensação tiveste quando foste pela primeira vez ao treino?
Foi engraçado, mas a pressão era muita e acho que o nervosismo foi superior a qualquer outra sensação.

Já conhecias as Equipas Olímpicas de Culinária? Sabias como trabalhavam?
Tinha uma ideia, visto que dois colegas de curso já tinham frequentado a Equipa Júnior. Ainda não conhecia as técnicas de gelatinagem, nem sabia como se fazia a maioria das coisas que via em fotos de competições antigas. Mas fiz o meu trabalho de casa para chegar o mais preparado possível às eliminatórias.

Qual é a tua sensação ao teres chegado aqui?
Felicidade. Atingi o meu objectivo de entrar na equipa, mas também responsabilidade, porque se cheguei até aqui, agora tenho que mostrar a todos o porquê, mostrar o meu valor.

Há alguma coisa que te assuste mais ou te deixe mais nervoso?
Tudo isto é novidade para a maioria de nós. O meu maior medo é não conseguir corresponder às minhas próprias expectativas, em relação à competição e à minha carreira.

Como vês a tua experiência até agora na Equipa Júnior?
Muito enriquecedora, criámos laços entre nós, estamos cada vez mais unidos, estamos a evoluir como indivíduos, mas principalmente como grupo. Já aprendi imenso, não só em técnica e prática, mas também a parte psicológica. A pressão fortalece-nos. Desde o primeiro treino até hoje, posso dizer que já não sou a mesma pessoa. Mudei a forma como via não só a profissão, mas também a vida em geral.

Sentes que isto mudou a tua forma de ver a profissão de cozinheiro?
Sim. Existe todo um mundo de possibilidades que eu não conhecia. O que me levou a ver a Cozinha com outros olhos.

Qual é o teu maior desejo para a tua carreira?
Já foram tantos e já mudei tantas vezes de opinião, que ainda é uma incógnita qual o maior. Um dos meus desejos neste momento é uma medalha de ouro. Um desejo para o final de carreira? Olhar para trás e ver sucesso. Entre esses dois? Muitos mais desejos surgirão…

Há algum prato ou produto com o qual mais gostes de trabalhar?
Peixe. Acho que é o alimento que nos dá mais espaço para criar.

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